1.12.16

Insular


Sobrepujado e meio
perdido

Caminho
na tumba do oblívio
com frio, aflito, perseguido.

Voo diurno e rasteiro
em terras íntimas e vulgares
refrato certezas, desdenho verdades.

Brado lamúrias em silêncio
contorço na teia em minha audácia
Soberano, eu vislumbro
(retorço, trovo, repulso)
Fatigado, eu conformo
com seu abraço.

Exausto de faróis espúrios
de guias covardes
quimeras, serpentes e faunos.
Quero-te completa:
o vento frio taciturno
o profundo firmamento dissimulado
O mar negro mais eterno.

Escondo-me na ferida
respiro pesado o passado
imanente vileza mediada
cárcere do íntimo
Evito a esfinge,
reprimo o rebento.
Marca indelével,
estigma, fardo
Que não carrego sozinho
intangível porém permaneço
louco, exilado, condenado.

Mas!
Rasga o coração eremita
que não te nega, não se esconde
mas te navega
sem te buscar de fato.