22.12.15

A Torre



Por um segundo me enganei
Cárcere do íntimo, cativo de mim
Ébrio na quimera do mundo
Esfinge e feiticeira realidade,
Você me amaldiçoou.

A peleja na teia conforma.

Emaranhado, enganado pelos sentidos
Decompus a existência dentro de mim,
[a partir de mim]
toda substância dissolvida na minha experiência.

O que sou? Tudo, nada?
O que há?

Ser é explodir para dentro do mundo. Para fora de si.
Só há sentido na simbiose.
Sou quando tu és.
Destrona-se, assim, o reinado do eu.




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