15.3.14

Cavaleiro do vento


Quixotesco, cavalgava

condenado em tribunal efêmero

(a vida é só um detalhe)

Maldiziam, zombavam

Mas ele sabia que era o (único) porta-estandarte de seus sonhos.

Apertava as esporas,

 flutuava guiado pelo vento

que beijava seu rosto

e acariciava o moinho.



Era um louco? Era um arauto?

Sua escudeira não sabia.


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