26.4.13

18.4.13





Viajantes esféricos
prismáticos e efêmeros
cheios de vento, cheios de vida
soprado de dedos e de aros.

Dádivas e castigos do tempo
escoando como pétalas ou lágrimas
Se sou bolha, não separo
não reparo, só refrato
Sem caminho, sem destino
mas guiado.


Coroei os céus,
que tanto sabem
e pouco explicam
E se fui belo (assim espero)
Valeu-me tudo.

O tempo, as lágrimas, a viagem.

E se?


Quem jura amor eterno acaba com a surpresa e com a dúvida,
desgasta e envenena o amor.
E vê-se jurando novamente, invariavelmente.
O amor deve ser intenso e finito.
Deve-se querê-lo e vivê-lo,
não seguir uma promessa vaga, um sonho egoísta.

Tenha muito cuidado com qualquer coisa infinita.
Fascina, entorpece e enfraquece.

2.4.13

Caçada


As pupilas afunilam
ouço o tambor batendo em seu peito
arfo a névoa dos que gritam
Te persigo, te devoro
Sou o lobo da noite,
Sou o lobo do norte
Eu sou a vida
E eu sou morte