8.6.12

Sem rosto



Flor sem jardim,
sem pétalas
cravejado de espinhos
chorando orvalho
tão sozinha...

Jardim carcomido
áspero, sinuoso
observa o botão desnudo
tão sozinho...
cemitério de vaga-lumes
observa sem rosto, sem olhos

Primo-irmão da solidão


Despe-me
Deixa-me a formosura
Leva meu amor
Arranca-me os dentes
e o que sobrou de minha dignidade.